"for him [man ray] there were no borders among the various modes of artistic expression; all of them were not of tools to be used in the creation process "(foresta, merry a.)

 

the frame placed above has been removed from the introductory chapter, written by merry foresta and named 'listening of light', in a book about man ray. the reading of this chapter is crossed by reading the first volume of the 'mil platôs' of deleuze and guatarri, entitled 'rizoma'. the main question generated by these readings results in the constant call for inquietation, to create based on experimentation. man ray was an artist, without question, ahead of his time. created new languages, developed techniques and mainly created ways to represent your time with instruments and languages beyond itself. didn't let himself be conforted in painting or photography. always kept looking for something beyond. deleuze and guatarri also brought that point. by trying to dissect the meaning of rizoma, they mainly make the question of non-linearity, non-construction under systems and rules. it is here once again the invitation to concern, to break.

chemia emerged under the highlight of that concept. its name deriving from the ethnological root of the word 'alchemy' that, beyond other meanings it has charged through history, refers to the eternal process of transformation, transmutation. the collection to be presented in the first season of 2018 brings that meaning inside d-aura shape. the trademark line has been under marked by geometric constructions, the exploration of flat modeling, the use of encorped fabrics, which herein situated a new concern. the forms are flowed, draped, plessed, and let the fabrics choose their properties. but the main agent of that job is the moulage. in chemia the drawing is no more the determining agent. it expresses the will of transformation. which will be transmutable from the meeting between the body and fabric. form and platform. the color palette, neutral, is thought to valorize the forms. the distribution of the shades happen to valorize drapeated, plissados, overlays and forms. here it is given to chemia the responsibility of transmutation of d-aura. it expresses unrest, as well that this feeling also contaminates its users. hope to reinforce, in each of them, the will of the brand, to be a platform of expression of all that is intrinsic in them. and here that is nonlinearity, multiplicity, intensity, infinite paths, change.

concept lucas menezes

assistant luciana caprino

styling ander oliveira

mua senac fortaleza

sponsors vicunha têxtil

support clube melissa fortaleza, ILHÓS, livo eyewear

photography roberta braga, cláudio pedroso e pedro brago

“ para ele [man ray] não existiam fronteiras entre os diversos modos de expressão artística; todos eles não passavam de ferramentas a ser utilizadas no processo de criação” (foresta, merry a.)

 

a frase colocada acima foi retirada do capítulo introdutório, escrito por merry foresta e nomeado ‘à escuta da luz’, em um livro sobre o man ray. a leitura desse capítulo é cruzada com a leitura do primeiro volume do ‘mil platôs’ de deleuze e guatarri, entitulado ‘rizoma’. a principal questão gerada por essas leituras resvala no constante convite à inquietação, à criação baseada na experimentação. man ray foi um artista, sem dúvidas, à frente do seu tempo. criou novas linguagens, desenvolveu técnicas e, principalmente, criou maneiras de representar seu tempo com instrumentos e linguagens para além dele. não deixou-se confortar na pintura ou na fotografia. sempre buscou algo além. deleuze e guatarri também trazem esse ponto. ao tentar dissecar o significado de rizoma, principalmente trazem a questão da não linearidade, da não construção sob sistemas e regras. é aqui mais uma vez o convite à inquietação, à quebra.

chemia surge sob o highlight desse conceito. seu nome deriva da raíz etimológica da palavra ‘alquimia’ que, para além de outros inúmeros significados que carregou através da história, remete ao eterno processo de transformação, transmutação. a coleção a ser apresentada na primeira temporada de 2018 traz esse significado para dentro do shape da d-aura. a linhagem da marca foi até então marcada pelas construções geométricas, a exploração da modelagem plana, a utilização de tecidos encorpados, que aqui cedem lugar à uma nova inquietação. as formas são fluidas, drapeadas, plissadas, e deixam que os tecidos cantem suas propriedades.  mas o principal agente desse trabalho é a moulage.  em chemia o desenho não é mais o agente determinante. ele expressa a vontade de transformação. que será transmutada a partir do encontro entre o corpo e tecido. forma e plataforma. a paleta de cores, neutra, é pensada para valorizar as formas. a distribuição das tonalidades acontecem para valorizar drapeados, plissados, sobreposições e formas. aqui é dado à chemia a responsabilidade de transmutação da d-aura. ela expressa a inquietação, assim como espera que esse sentimento também contamine seus usuários. espera que reforçe, em cada um deles, a vontade da marca, de ser uma plataforma de expressão de tudo aquilo que lhe é intrínsceco. e que aqui isso seja a não-linearidade, a  multiplicidade, a intensidade, os caminhos infinitos, a mudança.

conceito lucas menezes

assistente luciana caprino

styling ander oliveira

beleza senac fortaleza

patrocínio vicunha têxtil

apoio clube melissa fortaleza, ILHÓS, livo eyewear

fotografia roberta braga, cláudio pedroso e pedro brago